sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mesa com quatro cadeiras oito copos e otimos senhores.

Virose?
Não foram as contas, tampouco os homens que as pagaram.
Foi o neutro que tangenciou.
Ficou entre o bem e o bem do álcool
Todos ao bel-prazer eram mulheres
Mulheres eram homenzinhos.
O cerzir das pernas sobre um eixo inimaginável
Um Exu que desce de dez em dez anos.

A manhã foi cheia de gente a vomitar
Expurgavam pedaços da noite e dos sete pecados
O estômago, o fígado, o reto...
Linchados pelo coma literário.

Naquela noite ouviram-se sonhos
A aurora, estrondos e respingos de sereno.
Deixam-se nus ao cair do veneno
Os vermes da nossa indolência
A vida circense e o pânico na sala
Saladas e plástico. (...)

O que comemos vai além da fumaça.
O que ouvimos vai alem dos nossos MP3s.

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