sábado, 17 de setembro de 2011

Poema assim

O tempo da tarde rápido passou e desacelerou na noite,
Gentilmente cedida estrelada e com uma lua perfeita
Num agudo pensamento que invade peito...
Por que não operar cirurgia no tempo?
Como?
Modestamente fácil: Lembra de coisa que presta...

Às vezes importa mais ser forte de fé,
Encarar a pé pra depois roletar de carro,
Importa saber que cada vez que um ser fala:
“Não agüento mais!”.
Ele colocou nas costas o verbo perder,
Será um ser perdedor
E ainda por cima incompleto,
Repleto de anseios que pouco serão conquistados.

Permite falar por fazer palavras ficarem famosas?
Para analisarmos uma ajuda necessita olho no olho,
Verdade na alma e sangue de quem faz bem,
Poder confiar,
Saber que alguém pode ficar bem melhor
E com isso coibir sofrimentos.
Não é plausível brigar por aquilo que não é plausível,
Coelho que tá na toca não tá horta,
Então deixa ele pra lá,
Afinal cada um escolhe ser,
Por prazer ou por sofrer,
Por viver aprender ou entender.
Cabem escolhas e escolas,
Bolhas de vida, ou melhor, conhecimento
Em prol do sossego,
Ver que o apego fútil desemprega
A alma do corpo,
Corpo dá lugar à sequidão.
E sabem por que ficou grande o poema?
Porque é difícil terminar poema assim.

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