quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Índia de flor

Foi pelas maiores pontes do planeta,
Palco da fuga foi.
Foi pelos corredores da mente ou axônios do sonho,
Ou eternos favores que às vezes nos presenteamos.
Essa tal fuga talvez seja a que já devíamos ter feito,
Onde negaríamos ser subordinados e nos daríamos valor,
Uma fuga revolucionária até os confins da anarquia!

Foi pelo medo que corremos com botas mal calçadas,
Blusas mal lavadas e cara de blusa, rosto de bermuda,
Coração de bolso, ser um cidadãozinho e ficar resignado,
Ou não, correr na abertura da flor indiana, de um Gandhi,
Ou até mesmo, mais simples: Não obedecer ao capital...

Existe quem bebe e sorve as venturas da sociedade Pop...
Ser boi e o resultado disso é
Brutamente na sociedade se ater e depender.
Você ouvirá obrigações:
Casa se com o mundo; ò feudo!
Casa com a dívida! Compre um carnê!
Ou fuja para seu próprio bem.
Talvez exista uma ponte que leve
Aqueles que não querem dinheiro para onde
For mais longe ou que pelo menos dê à eles as nuvens.

Precisamos de fundamento e em certas horas dizer não ao trabalho,
Cuidar da vida na hora que tem que ser,
Não deixar a filha na mão para ter que cumprir horário!
O dever nos paga, mas ele não nos entende.
Dever é o porquê trabalhamos,
Dever as coisas, dever o mês...
Trabalho nos traz dever,
Patrão é cego,
Salário existe, mas a comida tá cara!
Pensar requer cultura,
Falta cultura,
Falta creche,
Falta entendermos o trabalho,
Entender que não é ser escravo,
Não é explorando os outros que se consegue metas.
Sacanear o coleguinha não ajuda nem é prioridade.
...fugir de tudo isso seria maravilhoso purdimais.

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