segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Entre sementes

Forte por ter sul e por
Ir ao norte desbravar com os olhos
E do oeste o termo domar as lentes.

Mesmo tempos diferentes,
Florescem versos pelo ar.
A barriga de nossa bem vinda ação?
Um lar de capa e capítulo,
Uma plêiade de altar limpo,
Santíssima vontade de comunicar,
Um melhor lugar para olhar.
Ter a razão calculada no inverno de astúcia.
De o outono contemplar quedas de prefácios inteiros!
Novamente florescer primaveril:
Estalos de flor, campos do Humberto e do enfim...
Por tantos sumos e cajus carmins,
Por tantas estações a fora,
Vespa caneta que deflora
Aquilo que todos dizem
E que sempre será a oratória:
O que a cabeça vê,
O poema faz na hora.

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