segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Olelfante.

Não adianta fugir pra dentro de um abismo,
O ceticismo de um brejo terreno de cipó
Que só começa quando existe um serviço,
Ou uma idéia que presta,
Ser um castelo, não ter areia, nem mar.
Uma pena...

Mar constrói;
Do jeito dele.
Do jeito dele...

Não tem como ser uma corrente sem força, choque!
Ser uma bateria sendo pilha no congelador,
Ser inúmeras possibilidades,
Assumir continuar e querer assim ficar
E logo um mudar prum rumo avassalador:
Não mais querer elefantes!
Espasmos de memória pra quê?!
Lembrar o tudo, pois.
Mesmo ontem,
Parassem com os ponteiros!
Fosse feliz uma única pausa na hora,
Que realmente à hora parasse!
Meia hora em um minuto!
Inventar e testar novos nomes e difamações!
Ver os verões com bem mais dias!
Talvez férias a cada segundo da nossa vida.

Põe na libra

Medida de dez e disso não passa!
Um velho que ora desaparece,
Um novo que ora some.

O que some existe...
Apenas não some tanto por estas épocas,
Sai da imagem algum tempo,
Pela prece andamos mais em busca daquilo que não mede.
Nós estamos olhando um só,
Na estrada de um andar,
Na estrada de dois andares,
Na modernidade da extra-física que o homem domina.
O corpo de domínio científico,
Adeus Deus,
Agora Nano-Deus,
Este que veio explicar algo
Desse insano processo orgânico que fez da gente
Esse estranho motor.

Entre sementes

Forte por ter sul e por
Ir ao norte desbravar com os olhos
E do oeste o termo domar as lentes.

Mesmo tempos diferentes,
Florescem versos pelo ar.
A barriga de nossa bem vinda ação?
Um lar de capa e capítulo,
Uma plêiade de altar limpo,
Santíssima vontade de comunicar,
Um melhor lugar para olhar.
Ter a razão calculada no inverno de astúcia.
De o outono contemplar quedas de prefácios inteiros!
Novamente florescer primaveril:
Estalos de flor, campos do Humberto e do enfim...
Por tantos sumos e cajus carmins,
Por tantas estações a fora,
Vespa caneta que deflora
Aquilo que todos dizem
E que sempre será a oratória:
O que a cabeça vê,
O poema faz na hora.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Festa fora

O presente que podemos ter,
Dar a nossa inteligência uma prenda,
Não ache cultura nisso,
Mas misantropo assumido,
Denuncio: acho importante existir pessoas.

Posso colocar no meu perfil
Algo sobre algum vício...
Literatura=Pessoas
Literatura=Pessoas
Literatura=Pessoas
Literatura=Pessoas
Literatura=Pessoas
Literatura=Pessoas
Até verificarmos todas as tendências,
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido resultado.
Gente é igual a verso!
Daremos devido som ecoado.

Vestijo

Do fluxo rápido ou remoto,
Da qualidade do que me vivo,
Da passividade que perfumo
Ou a curiosidade que reviro.

Resolver resolvido.

A água acabou,
O fedor existe,
O banho virá,
Versar logo e fim.
Pode até ser o apocalipse,
Mas primeiro reafirmo
A incapacidade do DMAE.
Acho que depois de um mês sem água
Acreditarei na profecia de 2012
E acabaremos fedidos.

Quem paga nossa conta de água
É o Santa.
Papai Noel gasta demais:
-Revisão de rena;
-Presente;
-Taxa de alfândega;
Ele não pagou a conta de água...

De um rio, sendo meu e lá longe: um sonho.
Da vontade de viver 300 séculos,
Do vício que levo amigo sendo,
Ou o olhar que não para nunca,
Eis que uma ducha pede minha nuca,
Desejo banho conseguir fazê-lo,
Ao confeccionar poesia,
Sujo fidido de cara batida,
A parar por aqui;
A Ana Valentina chama,
**********************com isso a tarde se agitará colorida.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Corri mulequi

Aonda vai seu mulequi?
Agora cê tem passagi,
Cê faiz que foi?

Cunforme fô,
Digeiro feito brisa,
Cê sai vazado
Feito peito!

Barreu tudo?
Limpô o imbigo da bananeira?
Fez qui tinha qui fazê?
Agora sussega!
Dá um jeito de prosiá cumcê.

Ta fartanu.
Farta tanto trem,
Farta as coisa mudanu,
Mas o que tem pra gente vale mais que vintém.

Ispia quem sai correnu,
Obeserva correnu
Não bota reparo,
Nem acha ruim o veneno.
Faz seu olho funcioná,
Tá certo tá tranquilo?
Agora corrige isso vivendo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Talvez de A a Z e o com T também

Quando o enamorado falava de um beijo...
Foi quando uma abelha acertou uma nuca,
Houve um grito,
Por vez a multidão despertou no ato do ataque,
Protestou contra’zabelha, falou-se resolver.
Resultado?
Resposta:A casa delas a multidão queimou.

Quando era de afago de fato...
Verificou uma estática discussão em curso,
Assassinatinhos,
Poucas histerias,
Sem muita ocorrência policial.
Da briga uma morte e pronto tá bom ou não é assim...

Sabe-se do falar?
É melhor que guarde o sentimento fora do jornal,
Não é falta de idéia?
É falta de saber utilizar da informação!
Talvez com o tempo a abelha seja mais importante,
Tenha um papel melhor dentro de uma única historia,
Uma que seja boa para ela também.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


Foto: Leon de Aguiar

Item

Daquilo que é uma face do viver,
Conhecer até onde vai parte do interesse
Ou do estresse que convêm.
Respirar como quem se esqueceu disso,
Por entre meta e serviço,
Ser vício dos outros,
Emprego também,
Ser prego também
E alem de muito
Ser nada ou ser outrem.

Tem passagens da bíblia que servem,
Como passagens do On the Road idem.
No instante que falamos vivo
Um pouco desse instante nos mata
Ou nos faz refém,
Entre os estragos da cidade
Que hoje especialmente hoje não tem nuvem,
Não define imagem,
Redefine o que seja um “Amem”,
Faz da cidade um particípio,
Revolve fatos alem,
Entre seres que tem
E outros que aqui estão sem.

Alma.
Uma que pertence a alguém,
Um detalhe que não sabemos de quem,
Importante não ser de ninguém,
Ao mesmo tempo doar aos que vem
Vindos de algum destino ou origem,
Senhores que estão a trazer a mensagem,
Uma estiagem,
Uma brisa
E trouxeram também dois ventos,
Dois palitos,
Uma viagem,
Vários barulhos de trem,
E depois de tudo esclarecido
Vivido e rimado
Partiu mesmo e fez um trilho
Onde chegou o momento de não ter mais porem.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Saturday please

Já nas horas que se habilitam acabar o hoje de hoje,
Existir atrás de “passos dar”
Andar para frente,
Arrumar.
Café? De manhã é bom.
O trabalho sábado,
O trampo de graça,
E mais nada do que faça,
Estarei lá
Para não ser julgado pela minha consciência.

Habilita agora uma vontade de ter.
Aquela sensação da ação,
Mas não saber o que fazer,
Querer ter,
Mas não ter consciência do quê?
O pior:
Ser cobrado por não saber obter,
Qualquer coisa que seja...

A fria idéia ocasiona saber
Que melhor que sofrer
É ficar sem sofrer,
Sem trabalhar sofrer,
Mas não ficarei habilitado
Para isso
Por muito tempo.
Não sei se esse tipo de trabalho é verdade.
Pelo menos tenho idade para tentar ter
Outra vez,
Habilitar-me outra vez,
Começar tudo do zero.