segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Vem cá Luan

Luan,
Meu macio Luan:
Você não sabe o afã,
Desejo vigoroso pelo o pelo do seu pescoço...
(...) Penso:
Posso ser seu moço, 
Ou qualquer outro sentimento nosso;
Deixa meu corpo de homem ser seu Luan!
Não deixa minha vontade ser vã,
Bebe comigo Luan,
A paixão não é vilã,
Clamamos Dionísio e Pã,
A gente não foge!
A gente faz uma dança pagã
Sem nossas roupas,
Tu topas?
Homem acarinha homem?
Beijar você com carinho quente,
A gente até meio dormente,
Travado os dentes,
Prontos na sensação campeã!
Vem junto Luan,
Esquece que tem amanhã,
Beija-me e toca-me apenas...
Toca-me em cenas,
Em mordidas pequenas:
Apenas por hoje.  

Vai ser festa

Não tão tranquilo
Passou seu mamilo naquilo
E em sigilo passou mais coisas!
Entrou quilo por quilo
Tal qual um esquilo fudendo uma corsa;
Daquilo ficou intranquilo...
Quando confiou em lágrimas de crocodilo
Teve o grilo de se ver três dias na fossa.
(...).
Aquilo que você sabe que matou ele e você
Não é mais uma composição nossa e sim sua bossa,
Uma possa suja
Onde bacilos e filos querem fazer parte de vossa pessoa!
Reunidos reunimos um bando de a toa!
Um silo humano!
À mercê de alguma coisa boa!
Destaque para o anfíbio que saiu da lagoa,
Sendo para todos:
Aquilo naquilo;
Um jovem pupilo que não tão confiante
Passou seu corpo nu em coisas definidas como eróticas,
Excitantes e erógenas - cínicas e irônicas,
Gozar como se fuzila chamas lacônicas,
Mas principalmente mantendo leve todo o estilo
Quando o Pilo encostar a testa.



domingo, 30 de outubro de 2016

Brasileiro médio

Com qual fome você se move?
Dentro de um crime,
Dentro de um amor.
Pode acompanhar a ironia,
Ou ser célula do terror,
Sem ser menos,
Ser mais ou menos,
Ser pela metade!
Saber pela tangente?
Pode ser demente,
Pode ser o pior senhor!
Atos do dia:
Não ter da vida sabor,
Lutar, brigar e correr
Porque o bicho pegou!
Qual fio se arrebentou?
O fio da ideia,
O objeto da teia,
A linha do raciocínio,
Sua vontade de opinar sem ter o que saber. 

sábado, 29 de outubro de 2016

ljubimac

Demônio...
পোষা!
Recebe-me em casa já no portão,
Recebe minha oração,
Meu macio demônio,
Que roça em minhas pernas,
Demônio bonito das trevas,
Um ser sensível, mas:
Demônio que duvida da minha blindagem,
Entra na minha viagem,
Alimenta meu ego,
Mexe e ajuda bater pregos,
Montar legos: Furar mãos!
Eu ter pensamentos ruins,
Eles justificarem fins
Para ser sim!
Ser meu apego,
Meu demônio cego,
Justo comigo,
Demônio amigo,
De pelos macios e docilidade,
Nunca me olhou com cara de piedade,
Demônio aqui,
Junto ter comida e água,
Um local como portal,
Um destino final,
Um demônio real,
Pessoal,
E:
Intransferível. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Blade moves

The bedlam,
Something there,
Here?
You are something very dirty,
You are not handsome…
(…) And now:
You can run,
You may suffer,
Eventually turn in something,
Riot,
Cut,
Life,
Something there in the bedlam,
Amazing bedlam,
Marvelous attraction,
His feeling will be a knife.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Prum rumo

Você balança quando alguém não tem ego,
Assume ser egoísta de merda,
Você fica oprimido com os coletivos,
Com projetos e compromissos,
Você pensa que sabe,
Pensa que age,
Mas é um babaca que não lê,
O melhor do desocupado,
Um bitolado,
Que fala fala fala,
E no fim cagou para frente e para trás,
Falou demais,
Vociferou demais!
Quando na real poderia ter ficado calado.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Br

Comunico com o mundo pelo pior meio,
Meio pelas palavras com o meio ambiente,
Contudo escrevendo constantemente,
Não há um ser vivente que não pare de falar quando pode falar!
Muitos não gostam de ler, por quê?
Ter um livro sem leitor,
Um show sem público,
Ter sexo sem outra pessoa para compor o ato,
Se informar sem informação...
Idiota por profissão, televisão,
Torna todos idiotas em variada dimensão,
Uma nação,
Uma gleba tomando geba,
Empalados até a goela,
A cultura do inútil pregada aos murros,
Babacas aos urros,
Porção de terra com fauna, flora e Índios,
Estes, substituídos por burros.

Assumindo suas coisas

A meta física é genérica,
Metafísica irônica,
Mente física nada apostólica,
Mata física sem árvores etéreas,
As áreas breves,
As trevas...
(...)
O intuito?
Sair de casa,
Criar asa,
Conter o que vaza,
Segurar o que escorre.
Da torre tomará um porre,
Do corre verá que morre,
De Marte sentirá falta da Terra,
Degustará o quanto erra!
Sua vida encerra no calor sem métrica,
Uma zica,
Dor que fica,
Morte física antagônica,
Cínica decência!
Uma potência!
Uma mera potência administrando a latência
De vários e vários que morrerão!
Você pode ser feito de perdão,
Afinal quando tiver com o objetivo alcançado:
Observaremos o Ponto Final da Porra toda.
(...)
Meu amor:
Você tem mais que um quarto, uma cama, uma capa e uma cômoda?

domingo, 23 de outubro de 2016

Uma arma

Destruída sua capacidade,
Sua finalidade possui pouco valor,
Seu pavor quando descobriu
Que tudo ruiu,
Que não é necessário!
Com um destino otário,
Tanto que não era para perder
Não serviu pra ganhar,
Sem apostar foi tomado,
Seu tesouro acabou,
Lastimou-se?
Faça isso não!
Aceite sua deterioração,
Você somente tem carne,
Seus ossos, seu cerne,
Toda privação,
Toda falta de direção,
Construída a capacidade,
Sua finalidade:
É o terror.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

De lado

Sem muita sorte lançou
Atrás do azar.
Em cada andar buscou uma Droga,
E em cada entrada de prédio um deus.
Não temos mais ele;
Ele busca grama e fama,
Joga com dama,
Fez suas apostas.
Por nós? Gosta! Gasta! 
Gasta Radical!
Animal da gama:
És um homem mal.
É sim!
Maldoso egoísta sim...
(...)
Ele não fala e some...
As bobagens que saem de sua cabeça servem aos homens,
As viagens já ficam sem nome,
As bebidas não precisam de rótulo;
Um lacre que segurava a pobreza de espírito,
Esta ação que nutre homens das artes: foi rompido!
Estraçalhou corpos!
Devastou a pele em terceiro grau!
Arrancou a casca e arrancou o pau! 
E as partes necessárias:
Cérebro e peito?
Não é um homem com defeito,
O defeito é querer demais e por tal bosta:
Ganhar sozinho sendo mesquinho.
Viva no linho!
Sempre vai ter camisa de alguma rede de supermercados sobrando. 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Malandro Maior

Malandro que passa a trazer o provento,
Pelo vento Malandro limpa e conta
A notícia,
Noticia o fato e filosofa um rumo,
O que dele ouvi foi sumo e prumo,
Sei agora algo tão humano e universal,
E nem preciso falar sobre o que,
Eu ouvi Malandro dizer
Umas coisas que todo mundo faz,
Que cada um faz,
Faz todo dia,
Faz dormindo e acordado,
Aquilo que todo mundo faz 
E somente você sabe!
Malandro que passa pra trazer provento,
Aproveita o vento,
Depois pode ser só lamento,
Fala rindo já leva findando acabando desfalecendo ser humano digno de sanidade ou vida...
Ficando esperto?
Tudo de bão,
Se fizer a opção,
Muita coisa fecha;
Outra opção?
Muita coisa abre,
Na pobreza que não lhe mata,
Na riqueza que não lhe cabe,
Antes que sua pessoa desabe,
Confia em quem te ajuda,
Malandro que passa trazendo o provento.

domingo, 9 de outubro de 2016

Sem cu

Não tem um cu

Que contraria

As leis corretas do declínio da noite.

No que pode:
Rude,

Tema por pregas,

Tema por ideias,

Tema por não tê-las.


Não tem um nada

Que faz um corre

E sobra sem um sorriso.

O melhor prejuízo corporal,

Sabendo que é infernal

Narcotizar nossa alegria,

Contar até três dolas,

Medir cada dolinha,
Sorrir muito pela tarde,

Atravessar tardes e tardes,

Não precisar fechar os olhos,
Não precisar ver e ter sonhos. 

sábado, 8 de outubro de 2016

Diagnóstico

Quantas coisas eu consegui construir através da dor,
Digo que das físicas e das que são de flor,
Que por ego são dores minhas,
Falas fininhas,
Aconchego próximo ao fim,
Mais como por esplim,
Agir conforme a ponose,
Tentar via osmose
Mais uma vez uma dor terminar.
Sem som sem rima,
Sem vida sem dor,
O pavor de se perder na cor,
E do nada nascer:
Morto.


Poema do livro As Rochas, Leon de Aguiar

Tempos pacíficos

Tentado a deixar tantas marcas no planeta,
Minha bereta tem um pente,
Temos balas,
Projétil e tal.
Temos guerra e corte,
Pela artilharia
Todo nosso arsenal,
Chegamos donos da morte,
Cometemos a pilharia,
Derrubando ente por ente,
Deixando inibido o próprio capeta.



Poema do livro As Rochas, Leon de Aguiar

Quando opta

A dor veio quando eu já estava para ir embora,
Chegou, doeu, fez-me mau e foi agora!
Foi para estilhaçar outra pessoa,
Foi para rasgar o Pessoa,
Penso que foi uma dor à toa,
Ou uma boa alegria,
Raciocínio a volta do dia,
Raciocínio como fazer para não mais
A dor chegar...
Tudo aquilo que eu lia
Ajudava-me viver,
Toda boa melodia
Trazia harmonia ao meu corpo ébrio,
Intrépida: A dor que pode voltar.
Malícia? Não mais aceitar,
Sou digno de escolher ótimas situações,
Sou também dono de minhas perversões,
Sou eu que boto fogo no meu mapa
Apenas pelo bel-prazer de perder o rumo.




Poema do Livro As Rochas, Leon de Aguiar

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Voltei procê

As atividades que dão cadeia
E que nos autorizam a derrubar pessoas,
De forma a toa vamos fazer gozar,
Afinal a Família Cordexita reabre,
E pra quem não manda voltar,
Temos que apagar qualquer semelhança entre
Você e um ser humano,
Levaremos nem um ano pra ti matar,
Ou matar qualquer sentimento louvável em ti,
Sem denegrir,
Só entrando na mente,
Induzindo ao caos,
Pode ser com roupa ou sem roupa...
Pode ser com minha língua...
Ou pode ser com a sua.