quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Perdido na bunda

Perdido na bunda...
Alma de segunda,
Vontade funda.
Perde-se num corpo doido,
Monta na pele agarrado ao cabelo dessa pessoa,
Mexe o quadril numa boa,
Vive a filosofia do tomar!
Vai tomar;
Vai alegrar;
Vai gozar;
E pode se encontrar:
Perdido na bunda!
Ardência profunda,
Vontade fecunda,
Tesão que inunda!
Fuder sem zelo.
Cair à toa,
Sorrir com medo,
Chorar por vê-lo,
Amar o calor!
No colo do Senhor,
Extasiado e pasmo,
Rezar pela melhor orgasmo,
Abrir um sorriso assim que aumentar a dor. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Susto

Sustinho...
(...). 
Macula um equilíbrio,
Dádiva da redução de danos,
Calcula que precisa mudar,
Loga como “aceite”,
E desloga como “não é assim”;
E de minha pessoa ou de ti:
Nosso assunto é nosso!
E pelo visto pouco pra dar,
Presos por nada!
Nada para falar...
Quando ganhar?
Meu pão nosso pode ser dividido,
Mas prefiro ver onde vão nossos espólios
E os tesouros que guardei aos meus irmãos.
(...).
E de pecado vive o homem,
Dádiva da redução de ego,
Muito cego que delimita como será o rolê,
Definir pelo clichê,
Do pertencer ao destino,
Sol a pino por sol a pino!
Ou:
Nós tomarmos nossas decisões!
Decisões que não matem alheias decisões,
Mudar como olha para os padrões;
Entre loko, ou pelo viés do aceito,
Transitar pelo leito,
Cheio e seco (...).  
Um rio gigante inteiro!
Pra ver alguém aceitar alguém
Da forma mais real possível,
Do jeito manso e verdadeiro...
Não precisamos de palmas para nossas tretas,
Mas o trato de ser louco sem ferir um civil ainda vale,
E não nos cale,
Lobos, coites e chacais uivaram,
Moralistas serão,
Nossa matilha?
E de pecado vive o canino,
Lado granada/pino,
Algo forte para quase te matar.

domingo, 27 de novembro de 2016

Sabe ser Si

Sem saber sabe sonhar 
Suave semelhante seda,
Sabe ser sua sensualidade,
Sabe ser seu sarava.

Saudade de vocês

Você quer pedir alguma coisa,
Ou posso continuar beijando seu pescoço?
Posso dizer que sinto tudo pela sua boca,
Digo que sinto tudo pelos seus lábios,
Sinto sem precisar falar de sua língua.
Seu sorriso me tira da mingua,
Seu corpo me dá toques sábios,
Ama as Fernandas! Ama os Fábios!
Por cima de tudo: mete a loka!
Tão querendo ser moço com moço,
Moça com moça,
E tudo enquanto há,
E tudo ali,
Ali,
Ali;
E ali!
(...).
Muito se assumir?
Pouco pru planeta revelar;
Manter pelo velar um mundo micro,
Não faz pra pagá mico,
Age pela emoção,
No atrito,
Local de pico,
Lugarzinho de nosso tesão,
Endereço para o convidado mais canastrão,
O ser que gritou a decisão
Entre tirar a roupa e automaticamente ficarmos calados,
Aonde seu corpo parece verdade,
Seu olhar não tem porra nenhuma de piedade,
Onde nosso gozo ultrapassa a ilusão.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Vai dar algo

Não é sempre que você morre,
Pelo menos um dia na semana
Você não morre a mando de alguém;
Tanta gente mandando você se foder
E a poesia não vai te salvar,
Haverá um verso ali!
Assim que você se foder,
E se foder e sorrir?
Guarda segredo,
Não é sempre que você goza,
Pelo menos um dia na vida
Você goza sem ninguém;
Tanta gente te querendo a mando do pequeno príncipe!
Bobagem...
A prosa besta não vai à sua ajuda,
Haverá um hai-kai bosta,
Mas que muita gente gosta,
Aquilo que muito muda,
Iluda! Iluda! Iluda!
Acuda! Acuda! Acuda!
Papuda! Papuda! Papuda! 
Extremamente bem ruda!
Aquela diversão que rima com or.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Rô-Dô Big

Agressivo? Descargas.
Bater no mundo com o carrinho de bebê de brinquedo,
Nos olhos colocar o medo,
Menosprezar o direito dele de vida,
E caça-lo e senti-lo correr
E antes um temido predador,
Em minhas mãos tornou-se
Uma vítima indefesa de um ataque por trás,
Você sentiu um sentimento voraz,
E repensa seu modo tirano de viver,
Logo morre; e as brigas:
Valeram 38.

Em que tempo você gosta de andar?

A chuva espanta
O corre
O crime
O camarada
E o camburão

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Pai Nosso de cada Busca

O Google que estás na Web
Santificado seja vossa Busca
Seja feita a nossa vontade
Assim no Hardware
Como no Software;
OneDrive de cada dia
Dá-nos hoje Provedor;
Perdoa Google o nosso Bug
Assim como nós perdoamos quem nos tenha Bugado
E não deixei baixar Arquivos corrompidos
Livrai nosso Note de todos os Vírus:
O.K!


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Pra muitos

Gritaram e deram voz de prisão,
Estava preso pelo mandatário,
Você de ótimo otário,
Agora presidiário,
Desimportando ser um jovem bom.
(...).
As escolas ocupadas queriam escolas bem funcionais,
Mas as opiniões dos seres "normais"
Matam jovens e ideais!
Jovens que lutam por todos,
Julianas, Marias, Anas, Pedros 
E tantos jovens lutadores
Em nosso Brasil!
Ideais para um melhor futuro,
Ideais com coerência e coesão!
E digo mais!
Escribas afoitos:
Nós não podemos escrever a dor 
De quem morre na guerra;
Sabemos que todos nós morremos,
Porém a luta não morre.
Vai! Lê!
Toma um porre.
Mas amanhã muitos brasileiros poderão sumir,
Basta uma pseudo-ditadura surgir,
Basta contrariar e gritar fora temer.
Melhor o jovem resistir e explodir com o atual proceder,
Melhor ninguém se confundir para ninguém morrer,
Melhor mesmo não se iludir,
Muita gente a toa mama e berra!
Vamos saber que a vida ferra!
Mas vamos parar de matar os filhos
A mando do patrão!
Patrão que não gosta de agricultor sem terra,
Patrão que não gosta de pobre e brasileiro em geral,
Numa súplica total,
Brasileiro: Volte a ser normal,
Ou por favor,
Por favor:
Não mate mais um jovem que grita Fora Temer...   

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Pela boa ideia

Teve dia que eu tive carinho pelo fato de morrer,
Mas vi você tendo o mesmo ou empatia por tal.
(...).
Não nasci para te enterrar,
Mas vejo você fragmentando,
Um cometa cometendo erros de percurso,
Um homem menosprezando um urso,
Colocando a cabeça na boca,
Dócil pedir não morder,
Óbvio morrer esmagado contundido e bobo iludido!
Um dia perdido...
Grandes aventuras 
E homens perfurados da cintura para baixo.
Um grande relaxo,
Teve momento que falei pra nascer de novo,
Mas vi você botando um ovo!
Vi você ver chocar e eclodir o ovo do demônio,
E invejei;
Afinal,
Nunca vi um tão bonito...
Teve dia que era infinito! (...).
Até entender que entre o pombo e o cabrito,
O sangue dá pedido diferente.
(...).
Pr’animal ou pra gente,
Cera fria ou quente,
Saudável ou doente:
Apenas não ande junto comigo;
Nunca busco um abrigo,
Serei pra você merda!
Viagem lerda!
Pai de sua perda!
Mas se quiser vir: traz água.
O deserto pede suprimentos...
Sem inventos,
Traz seus momentos...
Quem sabe suas memórias podem nos fazer rir,
Ou impedir que um não mate o outro,
E impedir que nosso encontro fique sem lamentos,
E indicamos interesses, contentos e descontentamentos
Ou quem sabe de forma mais íntima: 
Sequelas para dividir.

Verbal

Como quem mata algo dentro do homem.
Seus lábios ainda são dúvidas...
Querê-los,
Nega-los.
Já vi tentar eles...
E com as mãos posso tirar
Notas musicais de sua pele!
São suspiros dos abraços apertados,
Calor resultante do resultado...
O amor mal criado,
Feito para lembrar,
Terrível para existir,
Tal devir...
Tal qual quer:
Não pode!
Aquela boca é distante...
No instante que pedir
Sua fome vai salivar,
Você não vai resistir,
Você vai pedir! E depois:
Vai rodar!
Sem chance de amar,
Próximo de enlouquecer,
Próximo de perecer,
E:
Não pode tomar!
Porém não pode esquecer!
Da mesma forma que gosta,
Tudo pode ser uma bosta,
Resultado do avulso desejo,
Favor do beijo,
Falta de manejo,
Ou perder a aposta.   

Na grande muita vontade

Fala muito e está acuado.
Foi limitado.
Ficou sem cu,
Sofreu por uns...
(...).
Fala sofrido e está na vontade,
Não pode ver e nem pode ter um cu,
Admirar a obra do cu,
Ou até mesmo o lugar ao qual o cu reina.
Vontade e tara...
Nasce plena,
Desliza e não envenena,
Não tem pelo nem pena,
Anda numa arena,
Acalma leões,
Acalma os glutões,
Alucina os pivetões,
Trombadinhas punheteiros
E todos que são fascinados pelo esplendor do cu,
O cu...
Lugar de todos,
Intimidade para alguns.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

O livro de cara

Sabe que vamos deixar pouca coisa pru futuro...
Opiniões.
Poetas que nascem da noite pru dia, e morrem.
Gente famosa e desfamosa,
Uma melhora de vida morosa,
Nada de Gostosa ou Gelada,
Se sua vida é boa? Isso é piada!
Vida boa é mentiraiada!
Opinião papagaiada!
Reis da falação...
Não conhecem os verdadeiros deuses:
Os reis publicitários acima de Deus,
Quem sou eu para defender o Deus de vocês?
Isso mesmo. Ninguém.
(...).
Vamos deixar um lixão de informações pra vocês...
E o conhecimento terá valor de caviar?
Ou será uma lenda urbana na boca de doidão.
Conclusão:
Cola!
Cola de sapateiro!
Cola de sapateiro na merenda escolar! No almoço!
No parque, pras crianças de cinco pra frente!
Cola foi o remédio que me foi dado,
Parecia ser sentimento abençoado!
Agora a Nóia é eterna, geral e intransferível.
Doutora! Sem agressão!
Sem choque elétrico,
Sem aferir pressão,
Posso morrer por aqui mesmo,
Deve ser influência da lua.   

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Diagnóstico Sensorial

Ainda vou te ver sem tirar sua roupa.
(...).
Quero tocar por horas sua boca,
Quero me apegar a sua nuca,
Braço forte na sua cintura,
Mão na sua barriga,
Diversos toques de minha boca
Em seu pescoço;
Pescoço...
Mordidas;
Mordidas de leve;
Mordidas um pouco mais fortes e firmes;
Mordidas e beijos, pescoço, (...). 
Eu beijando horas teu pescoço,
Posso com minha boca beijar pescoço 
E beijar mordiscando a boca,
Boca com nuca, boca com boca, 
Com mordidas na orelha,
Com barulho de chuva na telha,
Nós dois!
Nós dois...
Juntinhos e calados... 
No invento...
Em carícias, mordidas e calores,
Em sua nuca sei como nascem os amores,
Depois de duas horas de muito tesão,
Agarração, diversão, assimilação, paixão, relação:
O que acontecer não terá nome,
Nem como explicar o acontecer!
(...).
P.S: Aliás, deixo minha boca onde você quiser,
Afinal estou aqui,
Não quero existir,
Quero dissolver,
Contigo explodir,
Luxúria expandir,
Nosso corpo aquecer!
Vamo si vê...
Mais perto pra ti beijar,
Ainda vou te ver sem tirar sua roupa,
Quero tocar por horas sua boca,
Quero me apegar a sua nuca,
Braço forte na sua cintura,
Mão na sua barriga,
Quero olhar bem dentro de seus olhos,
Ouvir você,
Receber você,
Tocar com diversos toques de minha boca
Seu pescoço;
Pescoço... (...).
Mordido com força e de leve: 
Ao mesmo tempo. 

Da cura para o bem

Hoje, grande dia,
Para falar a patifaria.
(...).
Maldade de momento,
Dia com gosto de cimento,
Dia que bate laje,
Dia que bate e age,
Dia de cu e ménage;
Hoje tô com o gosto da pólvora na boca,
E uma pá de mano se achano vida loka...
Um monte de mina rouca,
Muito uso exagerado de pouca roupa e cocaína alot!
Pó de pote?
Segunda-feira:
Dia de contornar os problemas criando mais problemas,
Escrever os poemas para servirem
De auto-ajuda tal qual wisk cura cólica de rins,
Crack, a fonte da cura para depressão e esplim:
Os meios que justificam os fins,
Tal persona assim...
E: Sim!
Vamos arrancar uma causa jeans
Sem nem ao menos conhecer o CPF,
Vamos fazer o crime do estupro por blefe?
Quem sabe ficamos mais íntimos!
Dos crimes contra sua vontade
Saberá qual será o pior,
Dos crimes contra seu corpo
Qual será o maior:
Devorar seu ânus,
Ou comer sua alma,
Com calma,
Palmas e mais palmas,
Ápice da defloração.

(...). Dia bão. 

domingo, 13 de novembro de 2016

Está ciente que deseja

Você parou de sorrir por causa de outra pessoa...
(...).
Você parou de viver por caos de outra vida.
Vamos dizer que você está perdida,
E temo que a poesia não faça você reverter;
Creia que a poesia não serve para defender,
Verso é somente conceito vago?
Tão qual viaja de trago a trago?
Entenda que o poema também 
Tão bem não serve para atacar.
Poesia tal como grindcore?
Vício como remédio!
Tédio confundido com meditação;
Dia 22, dia internacional de contrariedade;
70 toneladas de ansiedade;
Vítimas de um ego obeso;
O pesadelo no peso dela e fora do peso meso.
(...)
Não rezo,
Prefiro que você o faça!
Você é dona da taça!
Sabe bem quem lhe driblou,
Sabe que seu verso lhe condenou,
Toda vida ser uma traça que embasa
A vida e visão daquele que realizou a caça;
Você que chorou,
A vida?
A vida gozou,
Zuou,
Fez fumaça.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Assim que não temos

Meu dia liberto pelo medo de não ter dia.
Pelo o temer de não poder existir
Ou pelo pavor de nada aprender.
(...).
Grosseiro;
Dívidas pelo ano inteiro,
Modestos ganhos,
Intensas contas,
Juntando as pontas eu consigo um antiansiolítico,
Meu devir mítico num Deus que se não for meu:
Não é de mais ninguém;
(...).
Para amores digamos amém,
Amem o desdém,
Logo serão nada perdendo vaga na rua,
Morando na margem da sarjeta,
Comendo a lua,
Nutrindo-se de treta;
Nunca mais um pênis ou uma buceta!
E sabes que quis isto,
Você acha imprevisto,
Mas era visto,
Era quisto,
Você iria se Fuder...
Seu mundo iria acabar
Numa imensa e explosiva Patifaria,
Magnífica pirataria!
Algo para te fazer sorrir e gemer. 

5X38

Não sei por que ficou assim;
É somente uma arma na cara,
Não seja afoito,
Serão 5 de meu 38,
Será apenas descarregar o tambor no seu rosto.
Eu sinto o peso da pólvora e da sua vida se esvaindo,
E quando alvejo o tiro?
Uma rajada de sentimentos:
Rir e querer engasgar!
Gostar da ideia do começo até o fim!
O homicídio é a boa cocaína...
Algo que anima a esquina,
Jogar seu sangue no chão:
É apenas questão de tempo,
Relação de espaço lugar e momento,
Aquilo que acerto e nem tento,
Perfeitamente você fica sem ação,
Paulatinamente você na deterioração,
Rapidamente você apodrecendo no capim.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Barreira

Além do seu umbigo existe um lugar,
Um ponto geográfico,
Local onde tu não és quem queres,
Você bebe Ceres,
Às vezes Bavária,
E tantas geografias loucas,
Agora vai saber de tão pouca coisa,
Agora não terá lousa,
Não utilizará de professor,
Será você o autor de sua própria sabedoria,
E quem diria,
Ser babaca terá seu valor.
Que pavor eu tenho,
Medo do empenho de muitos,
Tantos que aprovam nossas mudanças,
Opções falsas para pessoas de verdade,
Um governo sem piedade a beira de empobrecer um Brasil!
Um muito real brasil.


Tradicional

Atalhos muito bem definidos,
Você consegue dolas maiores.
(...)
Nós lamentamos e por uma bobagem,
Nós devotamos a uma minimêza,
Um amor feito de crack,
Um baque com tira-gosto de conhaque,
Servimos nossas carícias como quem soca,
Sou sparing, você espancadora.
(...)
O dedo aponta:
Você consegue troféus,
Táticas muito bem aceitas,
Crimes sem explicação,
Excitação na droga,
Admiração que roga
Segredos em mistério algum.