sábado, 30 de dezembro de 2017

Eu amo todos os escritores

Escritor de língua mansa
Vira cascavel do Butantã.
Tinha veneno,
Mas hoje serve só
Pra fazer analgésico,
E soro.
Escritor de língua mansa
Vira
Jiboia de playboy,
O rato vem na boca,
E ela sai do aquário
Para andar nos braços
De um monte
De cara prego,
Só com cara de bote.
Escritor de língua mansa
É píton de milionário,
Bicho que cresceu
Sem nunca ter caçado,
Sem sequer ter visto o mato!
Um animal domesticado
E com sono,
Acha que tem um trono,
Um predador nato
Em abandono,
Em reafirmada domesticação,
Um matador sem ação,
Com dentes, contudo sem reação,
Sem instinto de preservação,
Sem olhar de destruição,
Já tem a constrição
Feita sob medida:
Apenas massageia
O ego do dono.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Dá pra ele

Mas cê dá pra ele.
É fatal essa atração carnal...
Eu, um homem,
Você, um senhor,
Mas não faremos dor,
Seu marido te dá seu calor,
E por amor:
Eu deixo
Você escolher!
Mas posso ser hoje:
Uma traição...
A que você escolher,
Posso entrar nesse trio?
Não sinta frio,
Sinta-me,
Não quero roubar seu altar,
Mas por hoje nosso sexo
Pode ser animal!
Guarde seu amor conjugal,
Será meu pau e seu pau.
Depois:
Cê volta.
Depois:
Dá pra ele. 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Sem vista

Atravessei a rua sem olhar
Para os lados.
Meio quilo de papel
E muita conta,
Muito bem endividado,
Um caminho bloqueado,
Dormir com valores
E sendo essa falta de grana,
Pesadelos parados.
Atravessei a rua sem olhar
Para os lados.
Saudade em pé de dizimado,
Tudo foi perda de tempo,
Cheio de obstáculos preparados,
E o cheiro de morrer é nada,
Estou desligado.
Atravessei a rua sem olhar
Para os lados.
Foi por pensar na frente
E como um futuro frenético
É maquiavelicamente desenhado,
Ali me lembro do vômito alcoolizado,
Tinha um corpo prostrado,
Tinha mostras de que não houve sexo,
Que não teve nexo,
Algo muito complexo,
Deixou-me perplexo,
Mas era só a merda de um reflexo
Quando cheguei ao passeio.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Depoimento

Pelos gritos,
São juras de morte...
Mas sem saber a cara do vilão,
Não dá pra saber qual é
O tamanho do vacilo.


Palavras sublimes

O amor que carrego no peito...
A vida e a beleza da natureza.
Deus? Acima de tudo.
Declarar a beleza dos olhos
Em estéticas belíssimas
E sonetos que fazem
Os melhores sentimentos
Virem à tona.
A benevolência...
A paz...
Palavras sublimes!
Sentidos que servem para vocês,
Meus doces escribas.
(...).
Continuem essa escrita mansa...
(...).
Ando eu:
Cagado do cu,
Com ele arrebentado
Por não saber como
Engolir
E defeco forçado,
Nada rimado
E as palavras ficam feias,
Mas o que é uma palavra feia?
Comem toda merda do mundo
E ficam de mimimi
Quando surgem os palavrões...
Vocês não vão ler os sermões,
Fingem não gostar da podridão!
Que bom!
Mas
Que bom:
A falsidade íntima
Nunca matou ninguém.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Geral

A pessoa fez
Sexo
Com outra pessoa.
Uma pessoa penetrando
Por trás da outra pessoa,
Pessoa chupando pessoa,
Pessoa e pessoa
Sentindo-se bem,
Pessoa não importando
Se existe alguma opinião
Contra transar,
Pessoa sem roupa,
Ou só com as partes quentes
Pra fora,
Para qualquer pessoa!
Gozando muito!
Horas! Muitas!
A pessoa fazendo a pessoa amar,
A pessoa fazendo a pessoa gritar,
Pessoa dá e come,
Pessoa dá e dá,
Pessoa come e come,
Pessoa come e dá!
E
Pessoa bate punheta!
Bate uma punheta!
E muita punheta!
É muito treta 
A pessoa ficar sem.

Rena morta

Mentira você falar
Querer ganhar
Alguma coisa!.
E ninguém tem natal.
Estão a mentir,
E você lhe sabota.
Não teve um ano
Compatível,
Teve dano,
Teve perda,
E só vejo
Sorrisos
Muito amarelos.
A riqueza acumulada
Compra presentes,
E tem medo da pobreza,
Usa o total poder do dinheiro,
Mas meu querido,
Estou chovendo em o molhado!
Você passa ter as coisas!
E elas mexem,
Auxiliam,
Enchem barriga,
Transporta, ostenta.
(...)
Palavras com sons iguais
No final da frase
Que fazem um ritmo,
Quatro linhas – espaço;    
Quatro linhas – espaço;    
Três linhas – espaço;
Três linhas – espaço;
Ninguém merece
Esse presente.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Cris tão...

Minha boca     
Enche d’água
Quando vejo
As coisas
Darem errado.
Sou faminto
Pelos desastres.
Gosto de ver
Psicólogos surtando.
Eu curto
Tudo pegando
E se pegando
Fogo. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Crosta

O resultado da aposta?
Uma bosta!
Aquela ideia suposta?
Uma bosta!
Aquilo que você
Diz que gosta?
Uma bosta!
O que ele fez de proposta?
Uma bosta!
Aquilo que você posta?
Uma bosta!
Aquela conversa
Que ela fala
De costa a costa?
Uma bosta!
O que você tem de resposta?
Uma bosta?
Uma bosta!
Você sendo disposta?
Uma bosta!
O trampo que me tosta?
Uma bosta!
Sua poesia composta?
Bosta!
É bosta!
E a vida que
Você,
Ele,
E ela:
Encosta?
Uma grande,
Uma imensa,
Uma enorme,
Uma gigante,
Uma portentosa
E fedida:
Bosta!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Bons pensamentos

A masturbação
Que eu faço
Atrapalha o sono
Dos meus filhos
E os meus pensamentos
Atrapalham a obra de Deus.
Sempre gosto de ferrar ateus
E gosto de fuder
As ideias e ideais dos crentes.
Queria somente um corpo nu
Em minha mente doente, mas...
Meu fluxo
E minha punheta
Tornam-se coisas
Tão tretas!
Nem eu sei explicar,
E me tocar...
E o assim...
E fazer...
E daí o mundo começar a chorar!
Quando gozo
Recebo a notícia
Que guerras começam,
Quando sou nojento
Por satisfação:
Vejo demônios terem
Vergonha
Por minha pessoa!
Sou à toa,
Apenas sei que é de boa
Desejar
Grandes doses de maldades
Com ares de perversão.
Quando toco uma bronha,
Desenho o caos
Que vocês censuram,
E se me deduram:
Penso mais de uma vez!
E sei o que você já fez!
E da íntima natureza:
Você é só uma represa!
Sempre louco para arrebentar. 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Saudade de ti

Primo!
Como vai seu mimo?
Tá limpo?
Então
Deixa eu te chupar!
Sabe primo...
Lembra-se daquele nosso
Jeito suíno?
Sempre enterrando o pino...
Nessas horas
São poucos ovos
Para tantos pintos.
Nosso recinto?
Fundo do quintal!
É onde traumas de amor nascem.
Até hoje sou aquele homem
Que dá de quatro,
Até hoje isso lembra você.
Nunca consegui entender...
Beijo primo!
Um ótimo dia pra você
E tudo de bom.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Talk about

Vontade de comer um cuzinho
No meio de uma bunda grande...
Uma bunda muito grande
Em meio a um corpo belo!
Roupa íntima tirada!
Um rabo maravilhoso!
Corpão delícia!
Coxas grossas!
Raba espetacular!
Uma bunda cheia,
Muito mais linda
Que a cheia da lua!
Adoro essa traseira sua!
E por isso:
Vem me ver!
Prometo te cuidar!
Prometo te lubrificar,
Prometo dar muito carinho
Para esse amável e apertado
Cuzinho!
O que acha?
Fale sobre.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Química Orgânica

Só uma vez
Presenciei tal composto
Na natureza.
Minha boca encontrou sua coxa.
Aguardar foi pouco,
Perto da hora:
Chupei tudo!
E seu gosto se tatuou
Em minha língua,
Uma pele de baunilha,
Dali nunca quis sair,
Entre enóis, fenóis, aldeídos,
Ésteres!
Ácidos!
Álcool!
Cada parte?
Eu me lembro!
E em repouso deixei
Seu corpo gostoso 
Até que todo aquele calor
Repousasse em sono.
(...).
Nunca fui o dono do laboratório,
Mas reuni um inventário notório:
As 200 coisas mais legais
De ter feito amor contigo!
Sua bunda em meu rosto;
É tudo de uma aula que
Eu tive sobre reações,
Gemidos,
Calores que sinto e ouço até hoje!
Quando mentalmente
Quero lembrar o que significa
A palavra Tesão:
Lembro-me de ti!
Química!
Foi um presente tão presente!
Fica por aqui na mente!
Uma vez...
Nossas roupas caíram...
Seu corpo é gostoso!
Um sorriso brota em minha face!
Foi um portentoso enlace!
Descobri algo valioso:
Decorei toda a matéria específica
Sobre você.

Bem tarado

Você é uma agulha...
Minha mão não vai encostar
Na pele de sua nuca,
Contudo,
Tudo que me vem na mente
É uma forma envolvente
De pensar em você sem roupa!
Você nem imagina
O quanto eu penso em você!
É o que eu sei que eu posso...
(...).
Vi e vejo foto!
Que observo onde todos
Conseguem ver...
Sei do seu corpo com roupa.
Mas sou criativo...
Imagino você toda
Somente tendo
A lembrança do seu sorriso!
Como seria?
Penso platônico...
Levar minha língua leve
Por entre suas pernas;
Dedicar duas horas
Em dar-te prazer oral;
Um misto de carinho e vigor;
Lábio...
Língua...
Em movimentos
Que não se cansam!
Que querem ver seu gozo
Como um refrão
Que sempre se repete
No ápice da mais linda canção!
N formas de orgasmos femininos,
Diversas formas
De’u te deixar molhada.
(...).
Seria imprudente
Querer, ao vivo,
Sentir seu corpo seminu.
Seria impossível
Querer, ao vivo,
Sentir seu corpo nu!
Beijar você peladinha!
Porém, pensar: posso!
Tirar seus calçados;
Retirar suas meias;
Beijar seus pés;
Abrir o botão de sua calça;
Puxar levemente o zíper;
Revelar suas pernas;
Tirar sua calcinha;
Chupar-lhe muitas horas!
E antes de qualquer fato meu,
Atiçar o bico do seu seio,
Esquentar seu pescoço
Com mordidas boas,
Apertar muito sua cintura,
Talvez te fazer sorrir.
Onírico?
Que seja!
Minha imaginação
Será:
Lençóis limpos e cama!
Só tendo você na memória já
É uma bastarda
Vontade simplória,
Contudo qualquer detalhe seu
Deixa meu corpo
Amplamente:
Bem tarado.
Seu sorriso fotografado,
Um prazer inigualável. 

Eu, você e o Cléber

Boa tarde amiga.
Eu tive um sonho contigo,
Mas queria que te contar
Com uma condição:
Vamos deixar o
Teor dele somente conosco.
Essa noite eu sonhei
Que eu você e o Cléber
Estávamos fazendo amor!
Mas não era algo grosseiro.
O quarto estava
Muito bem arrumado.
Um quarto branquinho!
Tinha uma cesta gigante
Com muito pão de queijo,
E vários potes de geleia
De morango
E pasta de chocolate com avelã.
Cada um de nós dois
Beijava cada um de seus seios,
E revezávamos inúmeras vezes
Em lhe fazer sexo oral.
Você tinha um
Semblante bem feliz,
Nós não conversávamos,
Só tínhamos prazer.
Você nos comeu por horas,
E depois eu e o Cléber
Decidimos te beijar inteira!
Cada parte do seu corpo pelado
Era tocado,
Mordido,
Excitado.
Acordei hoje com
Uma sensação diferente,
Então eu te liguei
Para saber de uma coisa:
Você está bem? 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Turistas portugueses

Eu segui o mapa
Até meu próprio fim,
Contemplei a sinergia do esplim,
Fiquei matando jardim
Por jardim,
Até tirar de dentro dos amantes
Todo aquele sangue carmim.
Era um destruidor de vontades,
Contudo naveguei
Com as maldades,
E com esmeraldas no bolso
Eu construí destroços,
Mostrei seus ossos,
Falei que seus ferimentos
Eram nossos,
Explorei e descobri terras,
Intitulei-me conquistador,
Sendo que depois
Da carnificina nativa,
Eu era somente
Um turista indesejado,
Um tarado esganiçado
Violando e despejando os donos,
Os reais donos
Do campo,
Das montanhas,
Dos vales,
Dos rios,
Dos frutos,
Dos jasmins. 

sábado, 25 de novembro de 2017

Expectativa

Expectativa?
Que perceba um;
Que aproxime dois;
Que receba três;
Que queira quatro;
Que aceite cinco;
Que entenda seis;
Que respeite sete;
Que aprenda oito;
Que avalie nove;
Que evolua dez;
(...).
Não promovendo ódio algum
Nós andávamos sem um depois,
Permanecemos num
Infinito xadrez,
Vivendo num onírico teatro,
E na cachaça que alivia
A insolação do Zinco,
Donde nasceu a ameaça
Que moveu meu canivete,
E quase tretamos por
Corote, bolacha e biscoito,
E depois da perfuração
Nem a morte comove,
Depois que parou de respirar
Foi só a lereia dos bêbados fiéis...
Que perceba um;
Que aproxime dois;
Que ceda três;
Que queira quatro;
Que aceite cinco;
Que entenda seis;
Que respeite sete;
Que aprenda oito;
Que avalie nove;
Que revolucione dez.

domingo, 19 de novembro de 2017

O testamento do indigente

A ganância cria
Algumas pessoas de sucesso,
Entretanto cria monstros
Que eu não meço.
E não consegui tê-la:
Não tenho riqueza;
Não tenho uma empresa;
Não tenho empregados;
Masturbo pensando em corpos
Que nunca sentirei pessoalmente;
Minha ganância morreu doente...
Basto-me de alimentar;
Basto-me de hidratar;
Basto-me de respirar.
Sou aquele que ninguém admira,
Mas:
Sou aquele grande perdedor
Que não fez mal a ninguém.
Sou uma poesia!
O máximo de poder
Que posso me dar...
Sou uma forma de falar...
Sou afinal
O real ouro
Que tenho,
Sou só meu empenho,
Um pobre cidadão,
Filho da Sarjeta com o Cão,
Uma carne sem certidão,
Sou uma mera negação,
Uma noturna polução,
Sou um croqui malfeitão 
De um desmedido,
Desgraçado,
Fudido,
Perdido
E diminuído ruim escritor,
Sou uma pessoa boa?
Não!
Sou um grande cuzão...
E isso é bão...
Muito bão...
Very bão...