segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pela tarde que não foi para a aula

Não é mais quatro da manhã!
Nenhuma atração pagã
Subirá sobre nós,
Ninguém nos despirá
Em nome da Suruba,
Ninguém na minha bunda;
Ninguém comendo a boca;
Ninguém mais nos toca;
No marasmo sem orgasmo
Mesmo que fique pasmo
Por não ter entusiasmo,
Menos gozo e mais sarcasmo:
Visto que hoje ficamos vestidos,
Notado que hoje não tiramos a roupa,
Percebido que não foi rasgada 
Nenhuma peça íntima ou uniforme.
(...).
Ontem rasgou tudo!
Hoje descontinuou o processo
De abdução,
Hoje não quis meu sexo aberto,
Hoje não me quis sem roupa,
Não subiu como um fanático religioso
Sobe em cima de seu Fiel,
Não me molestou com uma genitália
Sagrada e cruel,
Não adentrou o ânus enquanto dormia,
Acabou por ser uma pessoa fria,
Mete minutos, goza e dorme.
(...).
Era roupa íntima queimada,
Muita secreção manipulada,
Era penetração demasiada,
Era uma bunda amassada,
Era um coito poderoso,
Pena que findou...
Num dia desses delirou...
Surtou por aquilo que não operou,
Algo confuso lhe passou,
Quis ver amor onde só era felação.    

sábado, 28 de janeiro de 2017

Dorfléxico

Já não existe potência
Ou poder que faça
Parar a traça,
Poder que impeça que se renove
A ignorância.
(DCXLVII).
Não é de hoje que foge da inocência,
Mas deseja todo veneno numa taça,
Bebe até que a vista embaça,
Diz que mal se move,
Mas age com elegância.
(DCXLVII).
Essa queda é uma eminência!
É agora o alvo que a gente caça,
E se a gente pegar a gente arregaça!
Eis a era da arrogância!
Já não existe clemência;
Na pele: somente ardência;
Resolvendo metade da pendência:
O que diminui metade da distância,
Jogou fora as memórias de infância,
Calou para a renúncia!
Sonhou morrer sem nenhuma dor.   

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

On the foot

With urine on the foot,
Clarity and hidden,
Poison flakes,
Bodies fucking,
Sleeping woman,
Alcoholic nudity,
Basic property
To be happy until second order.






Aquilo que avança pelo dia

Os conflitos são assuntados
E reportados por desonestas ideias,
E vem lereia e vem lereia.
As relações são pinos de granadas;
Muitos olham para uma granada
E assim passa a vontade de acionar.
Nem tem método para abortar,
Mente muito aquilo que fala,
Mente muito e vai pra vala
Sem medida alguma calculada!
Não somos pessoas mencionadas,
Somos burros com alcateia,
Ou bancos de boleias,
E intensivamente ambiciosos,
Duramente ansiosos,
Ofensivamente obstinados.  

Aglomerado de nada

Ainda não sirvo para nada,
Ainda sou um brasileiro sem trampo,
Vindo do campo,
Sabendo coisas que não dão dinheiro,
Sem diploma,
Sem muito bico,
Sem muita renda,
Entregando serviço bom,
Entregando serviço ruim,
Isso é ruim,
E eu sou
O pobre que se alimenta,
Mas empata.
Já reclamei,
Mas isso gasta,
E é melhor colocar o pé pra frente;
Seguir sem muito querer parar;
Dormir pouco;
Morrer de trampar!
Sustentar, apoiar e lutar,
Nunca enriquecer...
Tô cansado de não enriquecer!
Enriqueceria se pudesse!
Sabe que se mais nem um verso eu Tecesse,
Não gastaria e teria uma 
Fortuna quando futuramente quisesse?
Sabe o que de verdade acontece?
E o que indica e ao que parece,
Por uma renda poupada
Que nos enriquece,
Sabe o que de verdade acontece?
Eu ficaria mais rico um real.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Operador bélico

Mente que quer fazer isso,
Não toma juízo,
Uma incrível bomba vai soltar.
Vai soltar,
Pelo menos a palavra de ir é
Cumprida,
Honrada na saída,
Na recepção partida
Quando luzes 
E algemas dominavam as praças,
Quando as traças 
Pegaram os livros de verão,
Mataram os melhores no asilo.
Tinham menos personagens 
Que o necessário,
Não tinha ainda um salário,
Mas metáfora era de quilo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Agredido na serra

Com o rosto rasgado,
Algo havia devorado
Um pouco do que prestava
Daquele Cão,
De um fraco demônio,
Ou da vontade do anônimo
De ser famoso,
Hoje, esse homem tem um destino Doloroso.
(...).
É pra rasgar e cortar?
Raivoso? 
Começa sumir...
Com o rosto retalhado?
Nunca mais eu vi ele parar de sorrir;
Com a língua arrancada?
Não falará mais do que deve,
Como cura:
Do sal se serve,
Já o cativo sangue?
Não demora ele começa talhar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Aves das quebradas

Gosto que se arrisque,
Só não vou mais no Whisky,
Pois a vista embaralha.
Não se atrapalha com esse shortinho,
Guarda essa força, poupa,
Eu te ajudo com essa tralha,
Com esse peso de pano,
Gosto de você sem roupa,
Uma visão da sua popa,
Algo lindo de olhar,
Seu corpo todo a brilhar!
Tem mais uma dose?
Tem algum plano?
Tem!
Bebemos,
Gosto quando arrisca,
A gente sai dessa vida arisca,
Começa nossa evolução.
(...).
Posso te fazer gozar?
Ou menos pretensioso, te dar carinho?
Pode ser meu presente de aniversário,
Sem muita restrição ou interesse 
Contrário,
Posso logo te beijar,
A gente pode respirar,
Chuparei seu sexo com paixão!
Vamos então?
Podemos arranhar,
Pode o coração disparar,
Pode fazer som de emoção,
Pode sentir tesão,
Pode entorpecer!
Pode arrancar meu cabelo!
Pode virar seu olhinho!
Pode perder a respiração,
E de novo querer,
E mais uma vez querer,
Até você molhar minha sobrancelha 
De tanto eu encostar
Minha língua e meu rosto em você. 

domingo, 22 de janeiro de 2017

Nas costas da zaga

As escolhas são colocadas;
Os desejos surgem;
O dinheiro faz existir;
A vida se apresenta.
(...).
Tem um trem que faz você correr o sangue,
Tem uma coisa que faz abrir o sorriso,
O sorriso é a ponto do iceberg chamado Ganância,
Ganância corre no sangue,
Faz aí pra cada um
E pra um:
Vai sobrar prejuízo.
(...).
De jarros, de pássaros de pólvora,
De assuntos diminuídos,
De onde sai nada,
Mas daquele ser não sai nada,
Como ele vai operar o que fala?
Ele não cala,
Mas o assunto é pouco,
Um povo muito louco,
Gente que não para de arrebentar,
Gente que seca o mar,
Gente que gasta o meu,
Coloca o que escolheu,
Sente o que quer,
Faz a grana,
Faz mais grana!
E faz mais um tanto de grana!
E quando ele tá na gana!
Chuta o balde depois. 

Dez quilos de vingança

Ratos comem as coronhas,
Vão danificando,
Danos superficiais,
Ratos isolam nossa ação,
E para eles pedimos perdão,
Mas ratos,
Eles não vão aceitar,
Os ratos vão nos passar,
Por eles,
Estamos condenados,
Eles já foram ratos acuados,
Agora vão atacar.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Tá rebobinando?

Ele acordou,
Abraçou o domingo,
Leu “Minha Luta”,
Depois teve
Um monte de ideia
Pura,
Pretende
Organizar

Grupos de leitura.

Esquecer os benefícios

Gostar de algo
E pedir a morte,
Gostar de nada
E pedir o planeta,
Gostar da treta
E esquecer o respeito
Por direito,
Mas por direito
Nada de justo no peito.
(...).
Fazer merda
É questão de gosto,
O oposto do livro de rosto
Que precisa de merda pra existir,
Quer se fuder?
Começa escrevendo,
Vai vendo
Onde a porra toda vai parar,
Começa versando
Quem sabe você
Ganha um caixão de madeira,
Melhor do que o que está reservado:
Um monte de lençol embolorado,
Um perfume estragado,
Uma caixa de papelão.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Já teve propósito, agora só depósito.

Era pelo canto,
No mocó,
Onde pode pegar,
Onde saia,
Onde tinha corre,
Onde mais tarde o porre
Quebra e não morre,
Escorre, 
Mas não perde partes.
(...).
Um Sabiá sem pé,
Foi o que eu vi debatendo
Hoje,
E mesmo sabendo voar
O pé lhe fez falta.
(...).
Vi um homem
Sem dedão esquerdo,
Sem mão direita,
Mas andando com um amigo.
(...).
Era na quina que tava?
E se não tá fundo na merda?
A gente cava,
Como receita de bolo,
Como se sofrer
Fosse a fabriquêta 
Caseira de fazer poesia.
(...).
Pelo menos
Meio dia da semana:
Quetá a correria
Só pra poeira assentar.
(...).
Divide o gozo e o aborrecimento,
Soma impotência e envolvimento,
Desconsidera o local e o momento,
Divide o homem e o acontecimento,
Ganha o equivalente a cimento
Para ter seu provento,
Ele batalha? Eu nem tento
E vejo por todo aquele evento
Um jogador que quer ganhar,
Outro inútil que vai apagar tudo,
Um jogador mediano e mudo,
Um competidor pra sacanear,
Afinal,
Todo mundo fala sem aviso,
Escreve trem grosso ou trem liso,
A rotina do caos ao prejuízo,
A vida normal acontece no improviso,
A vida real não cabe num livro,
Nem lê onde há guiar. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Que tanto que é?

Teve dias que o dinheiro era comida.
E passou fome de duas coisas.
(...).
E mendigando pelo amor
Pediu esmola para dois,
Pediu cachaça pru feto,
Embriagou o fato e
Teve mais que uma moeda,
Sabe viver sem ideais,
Sabe percorrer a treta
E perceber essa faceta:
Beber e fumar é
Tudo que pode
Ser feito
Com uma nota de dois reais.
(...).

Sente desespero quando o telefone toca?

Esqueci seu presente de hoje

Não impressiona 
Como pressiona forte
E faz fervente
O mal estar no corpo de um ser.
(1233).
Um ser que já não gosta
De tanto esperma quente,
De tanta gente carente,
Pessoa indecente 
Indecisa em transar, 
Em
Pressionar 
Um corpo pelado 
Tão atraente.
(1233).
Você tira a roupa,
Olha o corpo
De uma pessoa incandescente,
E apontando a condição:
Seu dever de dar carinho 
Passa doar muito chicote,
Passa ser só destruição,
Violação,
Calote, 
Genitálias ativas,
Wisk na glote,
Tanta loucura pra pouca mente,
Pó de pacote,
Uma grande e mista 
Quantidade de cuzinho,
Você sente
Deixar de ser carinho
Meses antes de mostrar
Ruindade no ato.
Aquilo que por nome é Amor?
Negativo.
Não podemos criar,
Ao máximo podemos desenhar
Uma dor extrema, perigosa, 
Burra e imensamente
Desnecessária pra perdição da gente,
Nossa mais amante condição.    

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Volte atrás

Não quebre minha boca,
Eu não mereço,
De você nem sei,
Não faço ideia de quem você seja,
Mas é muito ruim o que me deseja,
Eu numa peleja,
Você colocando “cê sabe quem”
Para destruir minha cara
Na porta da minha casa.
(...).
Nunca pensei diferente,
Vacilão tem asa,
E eu desejo um mundo em brasa,
Uma realidade rasa,
Tudo que te arrasa
Nessa vida de merda que você colheu!
Você escolheu!
Você esqueceu,
Não quebre a minha cara,
Senão
Si
Fudeu!
Seja cumpridor de seu status de gente,
Não me arrebente,
Retire este homem 
Que vai estourar minha vida,
Por favor.