domingo, 26 de fevereiro de 2017

E quem sabe: fazer chorar.

A ramela,
O que mostra que existe,
Mas não ajuda,
É trabalho,
Mas de baixa renda,
Escrever encomenda?
Não sei se entrego o pão que cê quê,
Não aposto o que cê quiser,
Mas o gosto pode ser amargo,
E um verso nunca foi um papo fiado,
Em trações e com traço afiado,
Tá provado,
Poesia pode matar,
Pode reproduzir,
Pode atingir,
Pode iludir,
Pode fuder, 
Pode transformar!
(...).
Sábio aquele dia
Que não queimamos nosso arsenal,
Não apoiamos e não pagamos pau,
Que nossas escolhas foram possíveis,
Às vezes vontades invisíveis
Mostram ganhos visíveis,
Veja só o mundo,
Ele não gira a minha volta,
Mas não quero que ele pare de girar,
Podendo preconizar que sou candidato
A primeira vaga pru paraíso,
Num lugar bem tranquilo
Pra poder trabalhar,
De lá perpetuar,
Aprimorar
A arte de fazer o inverso,
Escrever para Deus algo perverso,
Quem sabe: fazê-lo chorar.

Nenhum comentário: