quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Long Neck e gente ruim

Não saio sem ela!
Mais forte que um 38,
Junta de meus domésticos conflitos,
Para me defender,
Minha Long Neck vazia.
(...).
Onde bate?
Mira exata na jugular!
Aonde cortar,
Carnes e nervos todos,
Onde fuder tudo,
Onde cortar tudo,
Onde for pancada e açoite.
(...).
Vazia: meu porte de arma...
Meu colete a prova de noia!
Item de guerra
Que sai comigo do bar
E me deixa em casa!
Minha Long Neck vazia estraga!
Insuperável, mortal,
Minha Katana pessoal,
Arma que faz o beligerante passar mal,
Objeto de defesa, item surpresa,
Uma garrafa vazia na mesa,
A garrafa faz parte
Do quite de socorro.
(...).
Qualquer garrafa?
Não!
Não pode ser garrafa 600,
Nem litrão
Nenhuma com cascos retornáveis!
Lembrem-se!
(...).
Você acha uma arma cara?
Com a minha Long Neck
Nem a polícia me para,
É rara a vez que eu preciso quebrar,
Mas quando o vidro sai do fundo,
É terror profundo,
É um vagabundo oriundo
Do fundo do mundo imundo,
Não me confundo nem um segundo
E sei que te deixarei moribundo
E com seu suor a rua eu inundo
E faço mar
Vou mirar na sua jugular!
Não me queira encontrar!
Adoro ver sangue de noite. 

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