domingo, 19 de novembro de 2017

O testamento do indigente

A ganância cria
Algumas pessoas de sucesso,
Entretanto cria monstros
Que eu não meço.
E não consegui tê-la:
Não tenho riqueza;
Não tenho uma empresa;
Não tenho empregados;
Masturbo pensando em corpos
Que nunca sentirei pessoalmente;
Minha ganância morreu doente...
Basto-me de alimentar;
Basto-me de hidratar;
Basto-me de respirar.
Sou aquele que ninguém admira,
Mas:
Sou aquele grande perdedor
Que não fez mal a ninguém.
Sou uma poesia!
O máximo de poder
Que posso me dar...
Sou uma forma de falar...
Sou afinal
O real ouro
Que tenho,
Sou só meu empenho,
Um pobre cidadão,
Filho da Sarjeta com o Cão,
Uma carne sem certidão,
Sou uma mera negação,
Uma noturna polução,
Sou um croqui malfeitão 
De um desmedido,
Desgraçado,
Fudido,
Perdido
E diminuído ruim escritor,
Sou uma pessoa boa?
Não!
Sou um grande cuzão...
E isso é bão...
Muito bão...
Very bão...

Hoje, numa boa e feliz

Eu:
Um Íncubo que estará perto,
E vai sempre te amar:
Vou te apoiar!
Mas serei
O demônio mais feliz
Quando você cair.
Não me trate de divino,
O enxofre é meu melhor perfume,
Mesmo que eu não sinta o cheiro,
Vocês sentem.
Mil guerras no mundo
Advindas da minha língua!
Mas hoje estou aposentado,
Não são mais um endiabrado,
Aqui do inferno dourado
Curto ficar parado,
Adoro ficar sentado,
Vendo Deus sacanear vocês. 

Your Christian Hyde

Existe alguém
Que quer que você volte
Para as trevas:
Deus.
E ele não terá piedade
De te jogar
No lugar pior.
O paraíso pode te traumatizar...
Basta ver tudo brilhar!
Você vai se ferrar;
Você irá horrorizar;
Incrivelmente agonizar
Ao pé daquele belicoso Senhor!
E você não queria tal dor,
Mas ele traz o horror!
Uma imaginação
Em prol do Terror?
Ele é uma criação humana,
Monstro e doutor!
Algo que engana,
Pois era pra ser doce,
Mas Deus é só
Um mero delírio
Que não sana,
Era pra ser paz
Ao invés de gana!
Ele é só um lado
Da luxúria!
Nunca foi a fonte
Da vida pura!
Ele sempre foi
Um nato
Aniquilador.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Flauta Doce e Flauta Transversal

Errado e hoje sou mais!
Não me consterno
Com choro algum.
Ele chega como um Grindcore,
Só que mais limpo e melódico,
Mais harmonizado e afinado,
Cada choro com sua faixa
De frequência!
Meus ouvidos recebem,
Minha mente nada sente!
Eu não tenho o que sofrer
Quando você chorar!
Quero mais é ver você chorar!
Seu grito infelizmente
Não consegue me estarrecer,
Pode tentar me ensurdecer,
Ao final dessa verve,
Bem provável que
Eu irei gargalhar. 

Cheiro de gás

Enquanto dorme,
À mercê do sonambulismo,
Minha filha chora
Quando eu escrevo um poema...
Existe algo tão perturbador
Que muda todo
O ambiente em volta.
Não tenho atos violentos,
Todavia meu coração 
É sangrento,
Local onde 
Abrigo inúmeras guerras.
Dentro do meu pensamento?
Só bobagens me fazem sorrir.
Ódio e amor são
Ferramentas de trabalho
E com elas traço retalhos
Do sentimento planetário!
Sou só um filtro sujo
E um espelho de borda laranja...
Sadicamente sinto prazer
Em refletir
Vossas monstruosidades!
Uma pintura das verdades!
Se quando alguém grita
E outro alguém não vê!
Posso escrever
Como vai morrer...
Quem me ama: chora!
É uma capacidade que não
É exclusivamente minha,
Mas sempre tento ser
O melhor do campeonato.

Inimigo mais íntimo

Ter culpa por estar vivo e bem...
Ainda é difícil...
Não há como conversar com
Homens que estão desfeitos.
Superaria o horror da perda?
Não existe treinamento pr’isso.
A vida arrancada de quem
Nós não podemos salvar!
Mas você não entende?
Entenda o medo de não salvar
Uma pessoa dela mesma!
O que você terá
É a geografia do sentimento!
O sangue pode ser
Mais quente que a lava,
E é com ele que
Fazemos o planeta viver!
A pressão aumenta
E constrói o mundo.
Você respira sem dificuldade,
Outro humano pode
Não estar respirando.
Um ser forte aguenta a dor,
Um privilegiado não.
Muitos aceitam tudo!
Outros lutam.
Leis naturais:
Nascer e morrer.
Todas as esperanças e sonhos
Não são pra todos.
Confirmando:
Todas as esperanças e sonhos
Não são pra todos.
Reafirmando:
Todas as esperanças e sonhos
Não são pra todos.

Inimigo íntimo

A chave é virada!
Esquece-se tudo!
E os sentimentos escorrem...
Um sorriso pode aprofundar
Sentimentos antigos,
Ferimentos que surgiram,
Devido o demônio
Com o nome de o amor.
A paixão pode sempre
Dar machucados
E você está em casa e não está.
Um beijo traz coisas diferentes,
Hiper-vigilante,
Mas não podendo escapar
Da sedução.
De volta vamos sentir as dores
De estar ao lado de alguém,
Mas ninguém segura o impulso.
A solidão ainda
Não é a melhor opção, e
Medos são deixados de lado,
Uma nova pessoa
Estará em seu caminho,
Só que não vivendo de verdade.
A coluna esfria quando ela chega,
Segurança?
Uma macabra dança?
Ficamos esperando
O amor chegar. 

Bem diferente do que a esperança me contou

Minuto maluco...
Emoções e questões
Não reagentes;
Estamos sem proteção
Contra o amor,
Contra o ódio...
Apagados e sem
Atrair a vigilância.
O vento corre...
Estragos e mais estragos...
Sem a querida ajuda...
E alguma coisa muda,
Sua complacência fica muda,
A semente não gera muda.

Você mudou

Somos insensíveis!
E brincando como crianças,
Voltamos a ser humanos.
Algo revelador...
Sempre é um bom dia
Para estar em casa.
E sentimos medo da rotina,
Onde não podemos
Controlar as variáveis!
Isso é perturbador...
Sempre procurando riscos
Ou gestos pequenos,
Uma usina de força humana,
Não temos boa reputação
Depois da infância,
Ingenuamente viciados
Em situações perigosas.
A incerteza não nos abandona,
E sempre temos
Uma entrada e uma saída,
E isso não é uma missão,
E nunca achamos que é grave.
Você está bem?
Sua meninice está bem?
Terra e sangue misturados,
Onde tinha ar e não era
Para sonhar!
Nunca é uma primeira vez
Para perder!
O controle é nada perto do temor.
Tudo fora da nossa mão,
A vida cresce sem nossa batuta,
Fora de qualquer conduta,
Rapidamente somos
Uma guerra aniquiladora,
Vista somente pelo olhar.

Silte

Menor que o que aparenta,
Um nada perto
De um grão de areia.
Eu posso me mover,
Mas não sou visto...
E pra essa sociedade,
Sou um nada!
Uma coisa esculachada,
Um grande desperdício de ar!
Mas posso empoeirar,
Sempre que o vento me move,
Todo e qualquer grande ignorante. 

No fundo seu

Todo humano tem lembranças
De um passado ruim,
E quem disser o contrário,
Tal pessoa não vale nada!
Cada lágrima do passado
Reverbera uma conquista
No presente,
E ninguém com
Um pretérito doente
Continua doente.
O dia tem 24 horas
E somente esse tempo importa,
Abrimos várias portas,
Vemos coisas retas,
Vemos coisas tortas,
Reavaliamos rotas...
Lembranças ruins?
Ou morrem ou morremos. 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Mitologia do medo

Eu tenho um monstro moribundo,
Não sei quem
Precisa mais de ajuda:
Se é ele ou se sou eu.
Uma luta perversa
Trava-se conosco,
O mundo ficando fraco
Em uma sociedade fraca:
Come ela e oxida
Tudo aquilo que é diferente!
(...).
Quando as nuvens se encontram
Somos derrotados...
Meu monstro de livre-arbítrio
Definha-se cada vez que tudo
Censura tudo,
Mas por que habitar
Os bons sentimentos
De forma total?
Ainda nos faltará garra...
As máscaras estão
Vencendo os rostos,
O perfil vale mais que a alma,
Creio que não é somente
Meu monstro que padece,
Seu monstro agoniza também!
A bondade pode mata-los
Em questão de anos.
Corpos velhos se apresentam
Como jovens imbecis,
Sem medo de falar
Sem pensar ou raciocinar
O mínimo.
Todos fogem de si e
Poucos permanecem livres.
Parabéns!
O futuro foi construído
Com o dedo do meio
Cravado no cu da Gênesis.
Não haverá barreira
Pra salvar seu ego,
Fragmentos de ideias,
Nenhum conhecimento será feito,
Seus filhos não servem mais!
Não existem esquinas
Quando uma bomba cai. 

La vie fragile d'un monstre

Uma voz melancólica
E selvagem
Entra pelo meu mundo,
E a inquietude do ar
Cortou-me em planetas.
Em meio ao lixo,
Ninguém entende
Como se salvar,
Mas nenhuma palavra salva.
Hoje:
Nenhuma frase salvará!
Sentir,
E somar os vacilos
Onde nós cavamos
Uma cova pessoal.
Sabe que morremos?
Nós nos ajudamos ter um fim.
Invadimos mundos,
Não calculamos as consequências,
E isso,
O que lhe importa?
Nada.
Nada mudará,
Você vai cagar,
A Terra vai receber...
Hoje você está só,
Amanhã estará junto com todos,
Só não garanto a vida
Nessa grande reunião. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Meninos de Urânio

Hei! Você!
Você com a mão
Na piroquinha da criança!
Criador das Crianças Urânio!
Sexualizando rolas dormentes,
Enriquecendo radiativamente,
Dando pornô
Pra um ser de 6 anos,
Estimulando eles verem só
Uma buceta em meio
Ao corpo!
Crianças Urânio!
Que depois
Da primeira masturbação
Com aqueles 6 anos
Já é
Um tarado radioativo,
E seu poder
Começará perder efeito
Depois dos 80 anos!
E você com a mão
No pinto da criança,
Mostrando o que fazer
Com toda
E qualquer
Menininha,
Incentivando essa
Criança de Urânio
A ser um predador moral!
O futuro estuprador nuclear!
Serão Bombas de Hidrogênio
Que entrarão nas escolas
E nos recintos,
Em período escolar
De adolescência,
Maltratando o sexo feminino
De cá e de lá! 
Que molestarão
Suas primas e primos,
Um Menino de Urânio
Altamente enriquecido,
Criado por uma
Heterossexualidade não optada,
E hoje muita gente é estuprada,
Porque você,
Professor Pardal!
Radioativizou esse guri!
Deixasse a criança
Ser só um ser de Carbono,
Mas foi o contrário
Seu doente mental!
Esses Chernobyl Boys
Andarão,
Forçarão,
Violarão,
E vão destruir
Tudo enquanto há!
Arrasar todo
E qualquer
Pelo pubiano
Ou varginal.

Cuzão

Mas eu traio!
Traio mesmo!
Traio pra fazer
Qualquer um de palhaço!
Pra que o tolo
Seja o último a saber!
Organizo meu tempo,
Minha rotina,
Em prol da traição.
Cuzão?
Eu vivo é bem!
Traio e falo amém!
Meu corpo perdoa
E o seu há de perdoar,
Pois meu falo é Deus!
Ele muda a vida!
Mudou a sua,
Mudou a de tantos,
Nem esquento com os prantos,
E tem mais:
Faço e aconteço!
Não sou um homem
Que pensa muito
Em que os outros sentem,
E pra terminar a filha da putice,
Se você me trair
Irei te infernizar
Até seu derradeiro suspiro!
Pr’ocê vê!
E Eu?
Não jogo fora meu título
De ser um merda
Por qualquer monogamia!
Sei que Deus todo poderoso
Livra-me de toda e qualquer
Monotonia.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Tem que parar

Um ser.
Provido de respiração pulmonar.
Possui nove passagens pela Polícia.
Estupro.
Mulheres vitimadas.
De alguma forma:
Ele precisa estar inoperante.
De alguma forma
Ele tem que parar.
De alguma forma.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Tudo nosso

Meu pênis é
Um pequeno pedaço de músculo
Abaixo da média.
Minha rola é
Um ponto pequeno
Abaixo dos dez centímetros;
Insegura é,
E gosta de fincar
Como uma faca
Que entra e sai da bainha
E termina tudo em um minuto e meio.
Meu pau é
Aquele que se diz
O melhor e mais competente!
Mas é doente
E não quer revelar a sua própria enfermidade.
Tenho uma piroca
Fedida e suja!
E ainda sim insisto
Em coloca-la na boca 
De tudo enquanto há
E de qualquer um.
Sou dono de um cacete
Que machuca a pele fina da bunda
Porque não sabe se
Portar de forma sensual.
É um pinto...
E por ele: eu minto.
Tenho uma pequena pica
Que nada explica o tamanho do ego dela.
Sou portador de um membro!
De um gigante membro!
De um falo!
E por mais que ele não seja nada:
Pra nada!
Nem pra Deus eu me calo!
Ainda refiro
E exagero ter uma grande Pistola!
E ela te arregaça e te atola!
Mas meu ferro:
É muito maior!
Muito mais potente!
É o prazer de todos!
Todavia só no instante
Que este comedor de cu
Está guardado!
Bem guardado
Dentro da calça!
Contudo sempre bom lembrar:
Fora da cueca ele nada alça!
Ele é uma parte afrodisíaca falsa!
É uma mísera madeira boiando e se
Achando ser uma portentosa balsa!
Não é nem nunca será algo que realça!
Ele só é mais uma incontável e marcante Decepção. 

Praga anafilática

Haverá uma morte em vocês,
Mas não a morte carnal.
Estão desenhando a minha imagem
Conforme
Querem que seja.
Vocês vão morrer em suas almas,
Eu me importo 
Quando a mentira vira minha roupa,
O veneno de cada palavra dita 
Contra minha pessoa os matará.
Você fará comigo,
Depois com outro,
Logo será viciado em julgar,
Você dormirá pouco,
Suas coisas não vão andar,
E quando qualquer merda de errado surgir em Vossa vida,
Não abaixe a cabeça!
Só lembre que você não me conhecera,
Falou o que quis...
Não tenho evolução 
Pra estagnar o que mente sobre eu,
Mas posso te assegurar que vocês 
Irão chegar onde eu estou,
E quando estiverem na bosta,
Quando sua essência for a desgraça,
Vocês perceberão que eu não estava lá!
Gosto de ver a mentira 
Arrebentar quem fala ela,
Pra mim fela é fela,
Faço o que mais move meu corpo:
Transformar rancor em ganho!
Ocuparei o que eu construo 
E posso morrer por erros meus,
Só vocês não possuem direito 
De inventar uma calunia!
Arrependam do dia que ouviram 
Ou souberam que eu existo!
Arrependam mais de terem 
Achado que vossas línguas
Iriam falar o que quisessem 
Sem nada lhes acontecer!
Seus corpos ficarão intactos,
Seus corações apodrecerão,
Será que eles sobreviverão?
Como o meu íntimo que é podre 
E nunca me matou?
Si tem força pra julgar,
Haverá de ter pra suportar 
Uma praga tão micha como está.
Não tenham medo,
Quero ver tiras,
Elas serão o resto 
Do tecido esquartejado,
Uma mente burra que se acha esperta,
E será lerda,
Lenta,
E depressiva.
Quando eu julgar vocês 
Do mesmo modo,
Do mesmo modo 
A praga será minha também.
Mentirosos merecem viver,
Adoro ver os corpos definhando
E amo sentir a psicose de vocês
Todo dia pela manhã.
Cuidem-se meus amáveis zumbis!
Já tanto me roubaram.
Surtarão!
Sorrirei.