segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A decisão do acidente

 Dois senhores es-tão
Dentro de uma reflexão profunda
Que mudará seus modos de viver,
Mas para frente
Um carro virou sem seta
E jogou uma motoqueira de cara,
E os dois mudarão o assunto,
A família descuidada,
Os boys e bicicleteiros
Encontram fraturas a frente,
E na ordem da hierarquia
A polícia chegará,
Depois o corpo de bombeiros,
Depois hospital,
Segunda sina
De quem come asfalto,
IML ou alta,
Sem falta teremos
A decisão do acidente.
Se foi ou não foi fatal.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Incluir texto

Por que viver em constante
Contado com o que se sente?
Mais uma das trovas de amor
E outras das trevas!
Enfim...
Mal e bem só fazem sentido
Pra quem tem dedos de pinça,
E se algo enguiça:
O ser inventou a culpa
Pra isso ter lógica.
(...).
O charme de dia,
O chato de noite.
24hs são poucas convenções,
Mas estão, 
Existem
E é isso aí.
(...).
Cada dia que passa
Ficamos reféns dos minutos,
Dos versos
E de escrever sem densidade,
E sem densidade:
Vai sumindo
Como
Nada com nada,
Multiplicado vezes o fim de novo!
Igual ao tempo com a forma,
Dando resultado pronto,
E não é isso.
(...).
Tá ficando só...
A Terra.
Tá sem os sentimentos
Predominantes...
E foi tentado ter tristeza,
Mas não houve!
Foi pela alegria,
Mas não houve!
Foi pelo ficado
E não teve!
Fora tudo de lado,
E às vezes:
Queria chorar,
E não dava!
Tudo tá seco!
E o tempo se conjugou
Louco
Em futuro e passado
Que passam correndo
Pelo ponto de vista.
- nós tínhamos valor!
Foi o que um dia
Um senhor de barba
De qualquer cor 
Falou
E fez a multidão explodir!
E desde que lemos todos os livros,
Esperamos,
Com olhos de criança,
O apocalipse.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A depressão e seu clássico culto

Parecia um programa de rádio,
Mas eram verdades.
As portas mostravam
Um sol de fim de tarde
Com cara de depressão.
A tristeza implodia pessoas,
Cuidadosamente nossa
Amargura seria
O que poderia ser mais sério,
E remover os traços das mágoas
É um combate burro.
Pela janela:
Um céu vermelho
Ocupa o vazio dos humanos,
E enganos ainda os fazem viver
Sem cuidado algum,
O sorriso não nasce sozinho,
O calor é um frio
Onde falar “bom dia”
Cada vez é pior. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Você é você.

Com muita droga na mão,
Gastando o dinheiro
Do meu holerite,
E sim,                   
Criando um sorriso artificial,
Sou feliz nesse mal
Que é esmiuçar como entrar
Totalmente
Em sua frágil mente
E apontar,
Dentro da sua vida o seu entorno,
Conforto e contorno
Da geografia da sua decadência,
Relevo e fronteiras,
Da lucidez pela beira,
Quando eu conto
Pra você
Quem é você,
Você grila comigo,
Porque eu abrigo
O saber sobre sua
Bendita vida!
É um tipo de autoajuda
Onde cada palavra dessas
Manda você ir se fuder.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Calado

Calado...

De peito forte,

Mostra que a sorte

Nos é dada,

A gente faz piada

De uma ajuda...

Antes geral

Ficasse muda.

Um fato apurado:

O fado e seu laudo de notas,

Por que tons tão sérios?

Porque de nosso corpo

Surgem minérios

Tão ricos,

Preciosos prazeres ariscos,

Compensa tamanho risco

Das vezes que os poetas

Atiçam multidões.

Somos hoje:

Verões - Dentro, 

Todavia de um inverno,

Vamos e voltamos modernos!

Não existe inferno aparente e

Existe medo resistente,

Fuga e vontade carente,

Fel de gente Crente-crente

Com as coisas,

A deriva nas fossas!

Quer ler e sorrir?

Morra de repente, ou

Na merda vá nadar!

O ego mata cada um como pode

Ou

Engorda-nos na

Conveniência do egoísmo!

Com lirismo?

Improviso insensato,

Um crítico fato,

Seu desnorteio nato:

Você não sabe ler;

Eu não sei ler;

E eu e Você? Não sabemos falar.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Começ’ano

O primeiro dia do ano.
O primeirim trem que tá na rua
É a barca da polícia,
E mais nada sobre
Esse desengano.
O primeiro dia do ano.
Tem uma rodoviária cheia,
Tem equipamento
De som mecânico
De primeira linha
Tocando música de bordel
Pra duas, três pessoas.
Tem gente bebendo,
Tem gente ganhando
E perdendo
E se perdendo
Em cada momento,
Com o corpo
Várias vezes
Violentado
Na sarjeta
E o travesseiro de pavimento, no
Primeiro dia do ano.
Primeiro dia do ano,
E muito conserto e muito dano,
Gente nascendo por querer
E gente morrendo por engano.
Cano queima pano,
Ou na faca,
Ou por acidente,
O IML transbordando,
E tudo isso no plano.
O primeiro dia do ânus?
No primeiro dia do ano,
Primeira vez faz anal,
Primeira vez faz oral,
Sexo com quem ama
E com quem não ama,
Sexo com pessoas sóbrias,
Sexo com pessoas drogadas,
Sexo com pessoas bêbadas,
Sem roupa ou
Com parte da roupa,
Levando na popa,
Já pelos becos,
Já nos movimentos,
Por ruas que não entendem
Os seres insanos,
Humanos profanos,
Em alegrias de tudo enquanto há,
Delito macro, delito nano,
A população que entenderá
Quando volta trabalhar,
Ou se terá onde trabalhar!
Os coletivos são poucos,
As portas fechadas,
Almoço com ressaca,
Horas de mais um voo
Do velho aeroplano,
Derrotas de um soberano,
Aterrizagem de um tirano,
Melhor ser leviano,
Todos os pecados
Secando o oceano,
Fulano e ciclano baiano
Fazendo rito cigano,
Inalando carbono
E cantando em soprano,
Arrancando pelo pubiano,
Desejando algo mediano,
Pular daqui 
E cair em Urano,
Todas as coisas
Em tudo que 
É urbano,
Nós! Em
O primeiro dia do ano.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Eu amo todos os escritores

Escritor de língua mansa
Vira cascavel do Butantã.
Tinha veneno,
Mas hoje serve só
Pra fazer analgésico,
E soro.
Escritor de língua mansa
Vira
Jiboia de playboy,
O rato vem na boca,
E ela sai do aquário
Para andar nos braços
De um monte
De cara prego,
Só com cara de bote.
Escritor de língua mansa
É píton de milionário,
Bicho que cresceu
Sem nunca ter caçado,
Sem sequer ter visto o mato!
Um animal domesticado
E com sono,
Acha que tem um trono,
Um predador nato
Em abandono,
Em reafirmada domesticação,
Um matador sem ação,
Com dentes, contudo sem reação,
Sem instinto de preservação,
Sem olhar de destruição,
Já tem a constrição
Feita sob medida:
Apenas massageia
O ego do dono.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Dá pra ele

Mas cê dá pra ele.
É fatal essa atração carnal...
Eu, um homem,
Você, um senhor,
Mas não faremos dor,
Seu marido te dá seu calor,
E por amor:
Eu deixo
Você escolher!
Mas posso ser hoje:
Uma traição...
A que você escolher,
Posso entrar nesse trio?
Não sinta frio,
Sinta-me,
Não quero roubar seu altar,
Mas por hoje nosso sexo
Pode ser animal!
Guarde seu amor conjugal,
Será meu pau e seu pau.
Depois:
Cê volta.
Depois:
Dá pra ele. 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Sem vista

Atravessei a rua sem olhar
Para os lados.
Meio quilo de papel
E muita conta,
Muito bem endividado,
Um caminho bloqueado,
Dormir com valores
E sendo essa falta de grana,
Pesadelos parados.
Atravessei a rua sem olhar
Para os lados.
Saudade em pé de dizimado,
Tudo foi perda de tempo,
Cheio de obstáculos preparados,
E o cheiro de morrer é nada,
Estou desligado.
Atravessei a rua sem olhar
Para os lados.
Foi por pensar na frente
E como um futuro frenético
É maquiavelicamente desenhado,
Ali me lembro do vômito alcoolizado,
Tinha um corpo prostrado,
Tinha mostras de que não houve sexo,
Que não teve nexo,
Algo muito complexo,
Deixou-me perplexo,
Mas era só a merda de um reflexo
Quando cheguei ao passeio.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Depoimento

Pelos gritos,
São juras de morte...
Mas sem saber a cara do vilão,
Não dá pra saber qual é
O tamanho do vacilo.


Palavras sublimes

O amor que carrego no peito...
A vida e a beleza da natureza.
Deus? Acima de tudo.
Declarar a beleza dos olhos
Em estéticas belíssimas
E sonetos que fazem
Os melhores sentimentos
Virem à tona.
A benevolência...
A paz...
Palavras sublimes!
Sentidos que servem para vocês,
Meus doces escribas.
(...).
Continuem essa escrita mansa...
(...).
Ando eu:
Cagado do cu,
Com ele arrebentado
Por não saber como
Engolir
E defeco forçado,
Nada rimado
E as palavras ficam feias,
Mas o que é uma palavra feia?
Comem toda merda do mundo
E ficam de mimimi
Quando surgem os palavrões...
Vocês não vão ler os sermões,
Fingem não gostar da podridão!
Que bom!
Mas
Que bom:
A falsidade íntima
Nunca matou ninguém.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Geral

A pessoa fez
Sexo
Com outra pessoa.
Uma pessoa penetrando
Por trás da outra pessoa,
Pessoa chupando pessoa,
Pessoa e pessoa
Sentindo-se bem,
Pessoa não importando
Se existe alguma opinião
Contra transar,
Pessoa sem roupa,
Ou só com as partes quentes
Pra fora,
Para qualquer pessoa!
Gozando muito!
Horas! Muitas!
A pessoa fazendo a pessoa amar,
A pessoa fazendo a pessoa gritar,
Pessoa dá e come,
Pessoa dá e dá,
Pessoa come e come,
Pessoa come e dá!
E
Pessoa bate punheta!
Bate uma punheta!
E muita punheta!
É muito treta 
A pessoa ficar sem.

Rena morta

Mentira você falar
Querer ganhar
Alguma coisa!.
E ninguém tem natal.
Estão a mentir,
E você lhe sabota.
Não teve um ano
Compatível,
Teve dano,
Teve perda,
E só vejo
Sorrisos
Muito amarelos.
A riqueza acumulada
Compra presentes,
E tem medo da pobreza,
Usa o total poder do dinheiro,
Mas meu querido,
Estou chovendo em o molhado!
Você passa ter as coisas!
E elas mexem,
Auxiliam,
Enchem barriga,
Transporta, ostenta.
(...)
Palavras com sons iguais
No final da frase
Que fazem um ritmo,
Quatro linhas – espaço;    
Quatro linhas – espaço;    
Três linhas – espaço;
Três linhas – espaço;
Ninguém merece
Esse presente.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Cris tão...

Minha boca     
Enche d’água
Quando vejo
As coisas
Darem errado.
Sou faminto
Pelos desastres.
Gosto de ver
Psicólogos surtando.
Eu curto
Tudo pegando
E se pegando
Fogo. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Crosta

O resultado da aposta?
Uma bosta!
Aquela ideia suposta?
Uma bosta!
Aquilo que você
Diz que gosta?
Uma bosta!
O que ele fez de proposta?
Uma bosta!
Aquilo que você posta?
Uma bosta!
Aquela conversa
Que ela fala
De costa a costa?
Uma bosta!
O que você tem de resposta?
Uma bosta?
Uma bosta!
Você sendo disposta?
Uma bosta!
O trampo que me tosta?
Uma bosta!
Sua poesia composta?
Bosta!
É bosta!
E a vida que
Você,
Ele,
E ela:
Encosta?
Uma grande,
Uma imensa,
Uma enorme,
Uma gigante,
Uma portentosa
E fedida:
Bosta!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Bons pensamentos

A masturbação
Que eu faço
Atrapalha o sono
Dos meus filhos
E os meus pensamentos
Atrapalham a obra de Deus.
Sempre gosto de ferrar ateus
E gosto de fuder
As ideias e ideais dos crentes.
Queria somente um corpo nu
Em minha mente doente, mas...
Meu fluxo
E minha punheta
Tornam-se coisas
Tão tretas!
Nem eu sei explicar,
E me tocar...
E o assim...
E fazer...
E daí o mundo começar a chorar!
Quando gozo
Recebo a notícia
Que guerras começam,
Quando sou nojento
Por satisfação:
Vejo demônios terem
Vergonha
Por minha pessoa!
Sou à toa,
Apenas sei que é de boa
Desejar
Grandes doses de maldades
Com ares de perversão.
Quando toco uma bronha,
Desenho o caos
Que vocês censuram,
E se me deduram:
Penso mais de uma vez!
E sei o que você já fez!
E da íntima natureza:
Você é só uma represa!
Sempre louco para arrebentar. 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Saudade de ti

Primo!
Como vai seu mimo?
Tá limpo?
Então
Deixa eu te chupar!
Sabe primo...
Lembra-se daquele nosso
Jeito suíno?
Sempre enterrando o pino...
Nessas horas
São poucos ovos
Para tantos pintos.
Nosso recinto?
Fundo do quintal!
É onde traumas de amor nascem.
Até hoje sou aquele homem
Que dá de quatro,
Até hoje isso lembra você.
Nunca consegui entender...
Beijo primo!
Um ótimo dia pra você
E tudo de bom.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Talk about

Vontade de comer um cuzinho
No meio de uma bunda grande...
Uma bunda muito grande
Em meio a um corpo belo!
Roupa íntima tirada!
Um rabo maravilhoso!
Corpão delícia!
Coxas grossas!
Raba espetacular!
Uma bunda cheia,
Muito mais linda
Que a cheia da lua!
Adoro essa traseira sua!
E por isso:
Vem me ver!
Prometo te cuidar!
Prometo te lubrificar,
Prometo dar muito carinho
Para esse amável e apertado
Cuzinho!
O que acha?
Fale sobre.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Química Orgânica

Só uma vez
Presenciei tal composto
Na natureza.
Minha boca encontrou sua coxa.
Aguardar foi pouco,
Perto da hora:
Chupei tudo!
E seu gosto se tatuou
Em minha língua,
Uma pele de baunilha,
Dali nunca quis sair,
Entre enóis, fenóis, aldeídos,
Ésteres!
Ácidos!
Álcool!
Cada parte?
Eu me lembro!
E em repouso deixei
Seu corpo gostoso 
Até que todo aquele calor
Repousasse em sono.
(...).
Nunca fui o dono do laboratório,
Mas reuni um inventário notório:
As 200 coisas mais legais
De ter feito amor contigo!
Sua bunda em meu rosto;
É tudo de uma aula que
Eu tive sobre reações,
Gemidos,
Calores que sinto e ouço até hoje!
Quando mentalmente
Quero lembrar o que significa
A palavra Tesão:
Lembro-me de ti!
Química!
Foi um presente tão presente!
Fica por aqui na mente!
Uma vez...
Nossas roupas caíram...
Seu corpo é gostoso!
Um sorriso brota em minha face!
Foi um portentoso enlace!
Descobri algo valioso:
Decorei toda a matéria específica
Sobre você.